quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

#ciadacapital15anos

Abrindo as comemorações pelo décimo quinto aniversário da Cia da Capital, do dia 16 a 19 de Fevereiro, no Teatro Popular de Rio das Ostras. Espetáculo Infantil "Margarida e o Espantalho", às 17h e Comédia Adulta "Tertuliano e Anatércia" às 20h. 

Mas isso é só o começo. Estamos preparando uma série de atividades para celebrar estes 15 anos. Teremos três estreias e uma reestreia; teremos oficinas, workshops e ciclo de leitura dramatizada.

Em breve publicaremos a programação aqui.


domingo, 11 de setembro de 2016

FESTEIRO - Festival de Teatro Independente de Rio das Ostras.


O que é?


Festeiro - Festival de Teatro Independente de Rio das Ostras é uma mostra não competitiva e a celebração do teatro do nosso município, que reunirá 10 grupos de teatro com espetáculos adultos e infantis, em 8 dias de apresentações no Teatro Popular de Rio das Ostras. O Festeiro se realizará nos dias 06, 07, 08, 09, 12, 13, 14 e 15 de outubro do corrente ano.


Objetivo Geral.


· Promover a arte teatral no município de Rio das Ostras.


Objetivos Específicos.


· Dinamizar o processo de Formação de Plateia;


· Divulgar o trabalho dos Grupos Locais;


· Estimular a Prática das Artes Cênicas;


· Otimizar o Mercado Cultural em tempos de escassez;


· Fomentar a prática do Apoio Cultural junto a empresários e Instituições.


Justificativa:

O município de Rio das Ostras é um território propício a um mercado cultural sólido e dinâmico. Nossa vocação natural ao Turismo nos apresenta condições favoráveis para alcançarmos a atenção do público que escolhe nossa cidade como destino, seduzidos pela bela paisagem: praias e belezas naturais. Mas, estando em Rio das Ostras, este turista poderá deparar-se com uma oferta abrangente e cativante no segmento cultural. O FESTEIRO é uma iniciativa independente de artistas; um passo ao encontro deste potencial consumidor de cultura que chega a nossa cidade, mesmo não sendo este o seu primeiro objetivo. Sentimos na pele a fragilidade da geração de receita em nosso município. Promover um turismo de qualidade, que realmente resulte em receitas é uma das alternativas viáveis para superarmos a crise. O Turismo de entretenimento, sazonal e motivado pela praia, não nos dará o retorno necessário. Já o Turismo Cultural, alicerçado em um elaborado calendário de eventos, como o Jazz & Blues, por exemplo, e o retorno dos Festivais Nacionais de Teatro e Dança nos dará qualidade turística, atraindo para a nossa cidade potenciais consumidores de literatura, boa gastronomia, música de qualidade, desejosos por enriquecer-se de conhecimento, que presam o conforto e a qualidade no atendimento. Desta forma, nossos produtos e serviços serão postos à prova e necessitaram ampliar sua qualidade.

Além de alcançar o publico externo, o FESTEIRO pretende responder à altura a demanda local. Temos em nosso município um Centro de Formação Artística de Música, Dança e Teatro, em nível médio e uma Universidade Federal que oferece a cadeira de Produção Cultural. Estes estudantes, ao concluírem seus estudos, necessitam encontrar um campo de trabalho, dentro do segmento de sua escolha, promissor. Este mercado (cultural) só se desenvolverá a partir de iniciativas como a que agora apresentamos. Nós, artistas e produtores locais, queremos fazer desta cidade um local reconhecido não só pelos atrativos naturais e entretenimento. Queremos fazer de Rio das Ostras uma cidade Cultural. Para isso se faz necessário que se some ao FESTEIRO, outras iniciativas nas diversas modalidades artístico/cultural praticadas em nossa cidade; além de termos o apoio do empresariado local.


“Um povo que não ajuda e não fomenta o seu teatro, se não está morto está moribundo”.

Federico Garcia Lorca
(dramaturgo espanhol)


"Margarida e o Espantalho" em Guaçuí - ES.


Parece brincadeira. Daqui a pouco estaremos no livro dos recordes. Margarida e o Espantalho, que estreou em 1996, nos próximos 17 e 18 (setembro/2016), será encenado pela primeira vez no estado do Espírito Santo, em Guaçuí. São 20 anos de amizade entre esta menina sapeca e este espantalho bem atrapalhado. 

sábado, 27 de junho de 2015

Espetáculo Infantil "MARGARIDA E O ESPANTALHO".

Marcia Aicram e Reynaldo Barreto Lisboa são
Margarida e o Espantalho.

Em 1996 escrevi o texto infantil "Margarida e o Espantalho". Uma bela história de amizade entre um Espantalho que queria ser criança e uma Menina que queria ser flor.
O texto é bem didático e com forte pretensão pedagógica.
De 1996 a 2000 percorremos escolas, teatros, festivais, eventos, sob a direção de Guedes Ferraz. Ainda sob a chancela do Grupo Teatral TSC - Tudo Sob Controle.
Para nós, este trabalho é uma espécie de "carta na manga". Sempre que alguém solicita um trabalho infantil, Margarida e o Espantalho ressurge.
O texto explora diversos temas que tornam o espetáculo muito atraente, principalmente para alunos e professores do primeiro seguimento: meio ambiente e a problemática da água, educação no trânsito, higiene bucal, amizade, valorização da vida infantil, rimas, geometria e aritmética.
Este ano - 2015 - decidimos retomar este trabalho refazendo toda a sua parte estética. Mas, porque?
Entendemos que diante da invasão, no teatro infantil, de produtos com forte apelo midiático, como: galinha pintadinha, peppa pig, backyardigans, entre outros, precisávamos retomar a proposta didático-pedagógica do teatro infantil; elemento que nos possibilitou êxito com o nosso trabalho, durante anos no TSC.
Flyer de expectativa da temporada em Rio das Ostras -  maio/2015

A recepção, diante deste argumento, tem sido excelente junto a escolas e unidades de ensino públicas e privadas no interior do estado do rio de Janeiro.
O espetáculo tem nos dado muito orgulho por ter, realmente, uma função nobre e por ser um produto artístico digno: um texto estruturado, personagens carismáticos e divertidos e uma estética bonita e que motiva a imaginação dos pequenos.
Para imprimir a nova estética idealizada pela direção, mais uma vez Lúcia Reis, foi acionada e   com seu talento e sensibilidade conseguiu traduzir os anseios da direção e atuar de forma bastante colaborativa neste processo.
2015 tem sido um ano muito especial para a nossa Companhia; assumimos de vez a forma contrata CIA DA CAPITAL, para nossa identidade; estamos com dois espetáculos em temporada: Margarida e o Espantalho e o adulto Tertuliano e Anatércia, além de estarmos alcançando lugares que ainda não conhecíamos, dentro e fora do estado do Rio.
Agradecemos a todos que tem nos acompanhado e nos apoiado de alguma forma. Precisamos fazer um agradecimento especial e de forma generalizada a todas as unidades de ensino que nos receberam e que iram nos receber; a todos os educadores que tem acreditado, entendido e aceitado a nossa proposta e a todos que colaboraram para este trabalho, não só agora, mas desde o nascimento deste texto em 1996 com a turma do Grupo Teatral Tudo Sob Controle.

Muito Obrigado!

Margarida e o Espantalho.

Elenco: Marcia Aicram e Reynaldo Barreto Lisboa.

Iluminação e Cenário: Reynaldo Barreto Lisboa
Figurinos e Adereços: Lúcia Reis
Músicas: Reynaldo Barreto Lisboa
Produção: Marcia Aicram
Texto e Direção: Reynaldo Barreto Lisboa.





terça-feira, 30 de setembro de 2014

"TERTULIANO E ANATÉRCIA" - NOSSO NOVO TRABALHO.

Release:

            Todos acreditam que eles possuem mais do que tem, por isso, Tertuliano e Anatércia, são vítimas da ambição e da ganância de dois malfeitores. O que os vilões não sabem é que, Tertuliano e Anatércia, de bobos só tem a cara.


Sobre o Texto:

            Tertuliano e Anatércia é um texto que obedece a estrutura clássica da farsa; onde o espectador tem o conhecimento das falcatruas e armações que acontecem em cena e julgam que os demais personagens desconhecem sua condição de vítima. Esta estrutura antecipa o riso e torna o espectador cúmplice da trama.
            Por ter sido construído para ser encenado por dois atores, apenas, o texto de Reynaldo Barreto Lisboa acentua ainda mais a farsa, evidenciando a teatralidade com trocas de figurinos a olhos vistos e apela, demasiadamente, à cumplicidade da plateia. Os atores vivem quatro personagens que, devido à trama, desdobram-se para seis personagens.
            Tertuliano e Anatércia são dois irmãos que vivem em uma localidade rural, em uma chácara herdada do pai, o falecido “Véi” Messias. Como em toda comunidade rural, os boatos se proliferam e se intensificam, à medida que as histórias e os causos vão sendo contados.
            Conta-se por lá que Tertuliano e Anatércia, além da chácara, também herdaram do pai, que em certo momento de sua vida trabalhou no garimpo, um baú com um tesouro valioso e que nem mesmo os herdeiros sabem onde está enterrado este tesouro naquela chácara. Tal história ganhou força na boca do povo e, não raramente, o casal de irmãos é assediado por todo tipo de gente querendo comprar ou usurpar suas terras.
            Deocleciano Bagatela, um vigarista afamado por seus golpes, é um desses que ambicionam a propriedade dos irmãos Messias e, ao lado de sua comparsa, Lindaura, não menos cafajeste que ele, tramam um plano infalível para ludibriar Tartuliano e Anatércia e pôr as mãos no tesouro do “Véi”Messias.

            
                      Os quatro personagens desfilam seus desvios de conduta, estimulados pela ambição, pela ganância e pelo instinto de defesa.

            Duas perguntas podem povoar a cabecinha dos nossos espectadores ao fim do espetáculo: Os fins justificam os meios? Somos, todos, farinhas do mesmo saco? E a resposta é...

                    O espetáculo teve a sua estreia no dia 28/09/2014 no Teatro Raul Cortez - Centro Cultural Oscar Niemeyer em Duque de Caxias, dentro do XI Festival Nacional de Teatro.

sábado, 13 de setembro de 2014

"Tertuliano e Anatércia". O Novo Trabalho da Cia da Capital.


A Cia. Teatral da Antiga Capital Federal estreia no próximo dia 28 de Setembro o seu mais recente trabalho. Trata-se da comédia “Tertuliano e Anatércia”.
Uma deliciosa farsa, de ares rural, que conta como dois irmãos, herdeiros de uma velha chácara, se transformaram no alvo preferido da ganância e da cobiça de inúmeros vigaristas, falsários e, toda sorte de mal-feitores de uma determinada região.  
Todos acreditam que eles possuem mais do que tem. Mas, o que os vilões não sabem é que, Tertuliano e Anatércia, de bobos só tem a cara.
Fiéis a característica principal da Companhia, os atores, Marcia Aicram e Reynaldo Barreto Lisboa, este último que assina também o texto e a direção, se lançam em mais uma proposta autoral.
Todos os detalhes deste novo trabalho vocês saberão nas próximas postagens que trarão também, fotos e vídeos do espetáculo.

Até mais!

sábado, 30 de agosto de 2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Documentário de Reynaldo Barreto Lisboa em Angola - Teatro como Ferramenta Didática.

TEXTO TEATRAL "AQUI NÃO É BURKINA FASO".

No ano passado, 2013, no período em que Eu, Marcia Aicram e Guedes Ferraz, fazíamos a preparação do elenco e a produção do Projeto Ensina em Cena em Angola, estava acontecendo em Luanda, na Associação dos Escritores Angolanos, um Festival de Teatro.
Em uma das noites de apresentação, o Guedes Ferraz, que havia ido só, conheceu o ator angolano Filipe Petronilho. Consequentemente, mais tarde, eu próprio o conheceria.
Deste encontro de pessoas de interesses afins, surgiu a proposta de eu escrever um texto para o Filipe montar com outro ator angolano. Era um desejo pessoal dele.
Estávamos trabalhando no Projeto com dois atores do Elinga Teatro, o Vírgula Capomba e o Honório de Polls. Sugerimos ao Felipe que convidasse o Vírgula para este trabalho por terem idades mais próximas. Honório era o mais novo deles.
O mês era Julho e o texto ainda não existia, mas, Felipe aceitou a proposta.
Só faltava, agora, o texto e promover o encontro de ambos, que, apesar de serem atores angolanos e frequentarem  os mesmo lugares, ainda não se conheciam.
Em dezembro, já no Brasil, o texto foi concluído.
Retornei a Angola em Fevereiro de 2014.
Promovi o encontro dos dois atores e entreguei a eles as primeiras cópias do texto de teatro do absurdo "Aqui não é Burkina Faso".
O título é uma provocação. Burkina Faso, na fusão de duas línguas nacionais deste país africano, significa: Lugar (terra) de homens de bem, de homens íntegros, honestos.
Fiquei muito orgulhoso por ter escrito este texto que nada mais é que a minha percepção sobre os conflitos gerados no continente africano e a conquista e a manutenção da paz. Orgulhoso por ter entregue a homens de teatro que vivenciaram e sentiram na pele esta realidade e ainda assim, aceitaram o conteúdo do texto com toda sua provocação, poesia e teor crítico.
Por outro lado, posso afirmar que não se trata de um texto datado ou com imposições limítrofes.
O assunto Guerra e Paz é inesgotável e infelizmente possui identidade com diversos povos, raças, culturas. É um mal da humanidade.
Não descrevo no texto situações próprias de África ou Europa. América ou Ásia. O texto aborda os conflitos na sua macro visão e de forma subjetiva. O gênero, Absurdo, nos permite um olhar consciente e profundo, transcrito em divagações instigantes.
Arrabal com seu irônico Piquenique no Front, não nos impõe barreiras geográficas.
Assim também os clássicos A Paz e Lisístrata, de Aristófanes, tratam do assunto como uma ferida humana e não como um património grego. Ainda que a data e a localização estejam bem definidas.
Este é o grande barato do teatro; espelhar o ser humano e suas mazelas, seus sonhos e suas riquezas. Sua miséria, sua fé. Sua história e seus delírios. Como Lorca dizia:
"...O teatro que não recolhe o latejo social, a palpitação história, a cor genuína de suas paisagem, o drama de sua gente, com risos e lágrimas, não pode ser chamado de teatro."
Espero um dia retornar a Angola e assistir a estes amigos atores em cena com este trabalho. Afinal, é um texto para teatro e, como tal, só estará completo após a sua encenação.

Reynaldo Barreto Lisboa.
Diretor e Dramaturgo da Cia da Capital.

domingo, 27 de outubro de 2013

Projeto de Teatro Institucional em Angola - Sonangol Ensina em Cena

Francisco Barros, Reynaldo Lisboa, Marcia Aicram, Honório de Polls, Vírgula Capomba, Guedes Ferraz, Ana Zé (deitada), July Capemba (de pé, não continuou no projeto) e Carlos António. Elinga Teatro - Foto: Marcos Venícius.
Bem. Anteriormente, em uma postagem, já falei pra vocês sobre o Documentário "Ulonga mu Kutonoca - Ensina em Cena". Quero falar agora sobre o projeto que deu origem ao documentário.
Em 2009 a Cia. Teatral da Antiga Capital Federal uniu-se a atores do Grupo de Teatro Nós em Meio ao Caos - assim formando o que chamamos de Núcleo de Criação Teatral -  para realizar um projeto solicitado pelo Consórcio Odetech, formado pela empresa nacional Odebrecht e pela Argentina Techint. Estas empresas uniram-se para a realização da obra do gasoduto que atravessaria municípios do interior do Estado do Rio de Janeiro (ver a postagem "Teatro Institucional. Boa Alternativa para Artistas e Empresas - 17/01/2010). Esta obra, pela sua natureza e amplitude, causaria impactos nas comunidades do entorno de suas atividades. Para informar as pessoas sobre a natureza da obra, seus impactos e sobre as medidas mitigadoras adotadas, foi criado um Projeto que utiliza a linguagem teatral como ferramenta didática.
Em 2012, após 8 anos de afastamento do Continente Africano - lá já havia estado no período de 2002 a início de 2005 - retorno a Angola para executar a função de Consultor em Planejamento Estratégico para a Coerência Comunicação e Imagem.
Empresa especializada em Comunicação Corporativa
Minha atividade se materializava, na prática, na construção de roteiros e direção de vídeos institucionais, elaboração de projetos de comunicação estratégica e elaboração de planos de mídia. No início de 20013, após já ter conquistado a confiança de um de nossos principais clientes - a Sonangol Logística - foi a mim externado pelo Assessor de Comunicação da Comissão Executiva desta importante empresa, a necessidade de uma proximidade maior com as comunidades afetadas pelas atividades e pela presença da empresa em suas áreas, devido aos riscos comuns ao setor petrolífero e também para que a estas fosse dado a conhecer os procedimentos de segurança e as medidas mitigadoras adotadas pela instituição estatal. De imediato lembrei da experiência que vivenciamos em 2009. Desta forma começa a acontecer em África o Projeto Sonangol Ensina em Cena. Os textos foram, por mim, elaborados, de forma a atender as necessidades da empresa. Para fazer a preparação dos atores e de dois funcionários da estatal, que não eram atores, para o desenvolvimento do projeto, convidei o Professor e Diretor Teatral, Fundador do Centro de Pesquisas Teatrais de Duque de Caxias, Guedes Ferraz. Este foi
Guedes Ferraz, Marcia Aicram e Reynaldo Lisboa
 auxiliado pela Atriz e Produtora Marcia Aicram, 
que além desta tarefa, também foi responsável pela implantação do projeto em Angola e suas devidas adaptações. Um projeto para ser realizado em âmbito nacional, em 16 das 18 províncias angolanas.
Quando se desenvolve um projeto para uma empresa, temos que apresentar os resultados, pois, além do prestígio e da imagem institucional, algumas cifras são investidas em sua realização. Além de conhecermos e acreditarmos no potencial da linguagem teatral como canal de comunicação, havia um ponto que nos tranquilizava quanto a apresentação de resultados; o projeto já havia sido posto em teste aqui no Brasil e, graças a Deus, aprovado. Costumo dizer que o mais difícil para a realização de um projeto teatral é o encontro de pessoas afins, comprometidas e disciplinadas para o fazer teatral. Deu-se um maravilhoso encontro de nós brasileiros com os atores angolanos: Vírgílio (Vírgula) Capomba; Ana Zé; Honório de Polls; Francisco Barros e Carlos António, estes dois ultimos funcionários Sonangol. Ainda tivemos a contribuição do Mwamby Wassaky - figurinista e da aderecista brasileira Lúcia Reis.
Mas, a qualidade do projeto e o talento dos artistas envolvidos não resolveriam a execução do mesmo se não fosse o cliente - Sonangol Logística -  comprar a ideia e a Coerência Comunicação e Imagem -  responsável pela prestação deste serviço, incluindo a criação e confecção de todas as peça de comunicação e brindes promocionais - por confiar, acreditar e viabilizar a realização do mesmo. Desta forma, agradeço a todos os envolvidos pela oportunidade de realizar algo tão significativo para minha carreira pessoal como para Angola, através das crianças alcançadas por nossas ações de intervenção teatral. Obrigado aos meus parceiros brasileiros, Marcia Aicram, Guedes Ferraz e João Bento que encararam este desafio e o superaram com muita dignidade. Obrigado Alexandre Salcedo (Coerência) por acreditar. Obrigado Sr. Pedro Costa Lima (Sonangol) Pela sensibilidade e ousadia. (as imagens abaixo foram captadas com smartphones)
Apresentação em Lucala - Kwanza Norte - cerca de 600 crianças
Estreia do Projeto em Luanda - 900 Crianças
Roll Up do Projeto
João Bento após apresentação em Malanje
Guedes, João, Francísco e Vírgula
Reynaldo Lisboa - captando Imagens
Deslocamento entre províncias. 
Cansados, mas olha o sorrisão da Marcia. Abaixo, 
vídeo de como fomos recepcionados em Lucala - Kwanza Norte

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Decameron – pela Cia. Corpus in Cena.



Foto: Marcelo S. Lopes.

Tive a oportunidade de, por duas vezes, assistir o espetáculo “Decameron – A Comédia do Sexo”, pela Cia. Teatral Corpus in Cena de Rio das Ostras, sob a direção de Vivaldo Franco e a Produção de Anna Carolina Magalhães. A primeira vez foi em sua estreia no Teatro Popular de Rio das Ostras e a segunda, durante o X Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias, que aconteceu de 23 de setembro a 06 de outubro do ano em curso, no palco do Teatro Raul Cortez. Ao entrar no teatro a plateia é recebida pelos atores caracterizados, mas, ainda sem seus personagens. Quando os atores sobem ao palco e organizam seus adereços e objetos cênicos – malas, baú e tapadeira móvel – criam um belo efeito ilusório de uma carroça medieval onde uma trupe segue em direção ao próximo vilarejo. Daí vem à leitura de que aquela recepção, livre dos seus personagens, é feita pelos artistas desta mesma trupe que interagem com a população de um povoado que se aproxima para assistir ao espetáculo. Busquei este entendimento, pois o mise-en-scène dos atores, por ser em tom particular a cada membro da plateia, não esclarece bem essa intenção. A bela imagem da carroça que é construída pelos atores, é brindada pela luz do competente Carlos Ribeiro (Carlão), que demarca dia e noite, além de ser enriquecida pelo ritmo cadenciado imposto pelo movimento dos corpos sobre a carroça. O texto adaptado de Mário de Oliveira destaca duas das 100 novelas de Giovanni Boccaccio: a primeira; “Dionéio” – da quinta jornada, Rainha Fiammetta e a segunda, Filomena, da sétima jornada, Rei Dionéio. Vivaldo Franco traz a cena essas histórias hilárias sem apelos e sem cair na vulgaridade. Mantendo o tom medieval da obra escrita. A cena do cigano bem dotado (Rennan Magalhães) que vem servir a mulher mal amada (Verônica Arêas), na primeira novela, surge depois de um diálogo um tanto demorado e redundante entre as personagens de Verônica Arêas e Armindha Freire, em ritmo frenético e com marcas criativas e sugestivas sobre o baú que compõe o ambiente. Os figurinos, de Lúcia Reis, seguem uma pesquisa estética e que auxilia na construção do ambiente, provocando o distanciamento estético necessário para a informação da época. Confesso que o roupão utilizado por Rennan Magalhães na primeira novela me incomoda. Talvez por parecer ser utilizado muito mais para provocar a graça da descoberta do principal atributo físico do personagem (genitália avantajada), que por estar inserido no contexto estético do espetáculo. No elenco estão: Armindha Freire, Verônica Arêas, Adilson Lopes e Rennan Magalhães. Vivaldo Franco, com essa montagem, oportuniza ao elenco a construção de mais de um personagem tipificado para encenar as novelas, fato que não é aproveitado pelos atores. Verônica Arêas é a que mais modula de um personagem para o outro. Outro ponto que acredito poder ser resolvido de outra maneira é a tapadeira que no início serve a construção da carroça, depois serve como painel de fundo para as cenas. Este elemento cênico que é assinado por Lucia Reis e projetado por Lorenzo Prucolli é funcional para o que se propõe, porém sem um acabamento estético favorável. Como mencionei no início, vi o espetáculo por duas oportunidades, na primeira o elenco era formado por cinco componentes. Apesar de estar bem no personagem, no aspecto da história a ser contada, não percebi a necessidade deste quinto elemento e pude perceber que na segunda oportunidade, o elenco estava mais afinado e o ritmo do espetáculo mais próximo do ideal. Desta forma, posso concluir que é um espetáculo que, naturalmente, vai crescer a cada apresentação e que agrada, não só pelo tema abordado, mas também, pela sensibilidade e sobriedade da direção e pela vivacidade do talentoso elenco, assim que eles começarem a se divertir mais em cena.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Documentário: Ulonga mu Kutonoca

Ulonga mu Kutonoca é a tradução mais aproximada da Língua Nacional Angolana, Kimbundo, para a frase em português, "Ensina em Cena". Como em diversas outras línguas pelo mundo, a exemplo do inglês, o ato de encenar, interpretar, teatralizar, está diretamente associado ao "jogo" a "brincadeira". Ulonga = Ensina; mu = em; Kutonoca = Jogar, brincar, encenar. A fonte desta informação foram os próprios atores angolanos envolvido no Projeto Sonangol Ensina em Cena.
O Projeto foi desenvolvido pela primeira vez aqui no Brasil a pedido do Consórcio Odetech (Odebrecht/Techint) em 2009, com o objetivo de informar as comunidades impactadas pela presença da empresa sobre os riscos das suas atividades e os procedimentos de segurança adotados para atenuá-los.
O Projeto foi entendido por uma das subsidiárias da Petrolífera Estatal Angolana - Sonangol - como irrelevante para as suas necessidades.
A Sonangol Logística é a responsável pela armazenagem de combustíveis em Angola. Uma atividade que requer cuidados com a segurança e principalmente informação.
O Projeto Ensina em Cena utiliza a força da linguagem teatral para comunicar de forma mais contundente, porém lúdica, sobre os riscos e sobre os procedimentos de segurança adotados pela empresa e sobre a parcela de cuidados que cabe a própria comunidade.
O Teatro aqui é utilizado de forma didática para responder as expectativas da empresa e até superá-las.
O Projeto foi realizado no segundo semestre de 2013 e foi desenvolvido para atender 16 das 18 províncias angolanas.
Reynaldo Barreto Lisboa, autor do Projeto aqui no Brasil, também foi o responsável pela adaptação para o seguimento da empresa e para a realidade local, por já interagir com Angola há mais de 10 anos. Para implantá-lo em Angola, contou com a experiência e competência de Marcia Aicram e Guedes Ferraz. Marcia é atriz e produtora, que também participou da realização do Projeto aqui no Brasil. Fundadora da Cia. Teatral da Antiga Capital Federal ao lado de Reynaldo. E Guedes Ferraz, ator, diretor e pedagogo, com larga experiência em formação de atores. Fundador e diretor do CPT/DC - Centro de Pesquisas Teatrais de Duque de Caxias.
Para realizar o Projeto em Angola, foram convidados atores do Elinga Teatro e funcionários da Sonangol Logística, além da valorosa colaboração do talentoso figurinista Mwambi Wassaki.
Aqui no Brasil foi destinado as mãos talentosas de Lúcia Reis e seu Assistente Adilson Lopes, a confecção de adereços e bonecos.
Através dos depoimentos de alguns destes profissionais, o documentário mostra o processo de preparação e deixa claro o legado que fica com esta troca de experiências entre artistas brasileiros e angolanos.
A Realização do Projeto se deu através da Coerência Comunicação e Imagem. Por isso, nossos agradecimentos ao parceiro de longas datas, Alexandre Salcedo, a Osvaldo Sonjamba, David Neto e Emanuel Catolo, além do Assessor de Comunicação da Comissão Executiva da Sonangol Logística, Sr. Pedro Lima e o Sr. Mateus Romão. Grato a todos os envolvidos. Este documentário, além de revelar o processo de trabalho, revela o orgulho e a dedicação de todos envolvidos neste fazer tão gratificante.

Saudações Teatrais.

terça-feira, 5 de março de 2013

AS BARCAS

Este não foi um trabalho da Companhia Teatral da Antiga Capital Federal, mas, foi dirigido por mim e o elenco também contou com a atriz Marcia Aicram. Um texto de Tiago Maviero, inspirado em "O Auto da Barca do Inferno" - de Gil Vicente. Tiago faz emergir a vida pregressa dos personagens, dando-nos a conhecer suas fraquezas e revelando suas piores características. O texto não se detem somente no julgamento e em sua sentença, acentua a natureza pecaminosa de cada personagem ao demonstrar que, mesmo prestes a serem confrontados por seus atos maléficos diante das autoridades (anjo e diabo), tentam omitir, mentir e atribuir a responsabilidade aos outros para se safarem da condenação e adentrarem a Barca com destino ao Céu. Tiago Maviero se mantem fiél ao cunho moral da peça de Gil Vicente sem deixar de divagar até o plano terreno para credibilizar a sentença final. A montagem foi a convite do Grupo Teatral Nós em Meio ao Caos, de Rio das Ostras,  no ano de 2007.

Elenco e Ficha Técnica:
Rondson Ezer

Eliane Soares - Brísida Vaz (prostituta e cafetina)
Fernando Fintelmann - Judeu e Agiota
Glauco Oliveira - Parvo
Henrique Haddefinnir - Estranho
Marcela Jorge - Anjo
Marcia Aicram - Sapateiro
Mazo Carvalho -Enforcado
Mirza Fidalgo - Fidalgo
Reynaldo Barreto Lisboa - Frade e Procurador
Ritcheli Santana - Diabo
Rondson Ezer - Companheiro (assistente do diabo)

Operador de Som - Mário Telles
Operador de Luz - Calão e Norma Maia
Trilha Sonora  - Ritcheli Santana
Iluminação - Reynaldo Barreto Lisboa
Confecção de Figurinos - Mazo Carvalho
Ambientação Cênica - O Grupo
Texto: Tiago Maviero
Direção: Reynaldo Barreto Lisboa

Prêmios: Melhor Iluminação, Melhor Ator (Glauco Oliveira), 2° Lugar no Festival de Teatro de Rio das Ostras 2007. 

Rondison Ezer e Ritcheli Santana
Reynaldo Barreto Lisboa e Fernando Fintellmann



Marcia Aicram, Fernando Fintellmann, Mirza Fidalgo, Eliane Soares e Reynaldo Barreto Lisboa
Glauco Oliveira
Fernando Fintellmann e Mazo Carvalho
Marcela Jorge
Ritcheli Santana, Mirza Fidalgo, Fernando Fintellmann, Reynaldo Lisboa, Marcia Aicram e Marcela Jorge
Marcia Aicram
Ritcheli Santana e Mirza Fidalgo
Ritceheli Santana

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os Marias

Em 2010 a Cia da Capital teve o orgulho de levar dois espetáculos ao Festival de Curitiba; "Os Marias" e "Estou indo embora...". Infelizmente foram as ultimas apresentações destes espetáculos.
No caso de "Os Marias", foram as únicas 4 apresentações. Desta momento tão efêmero o que está preservado é o Texto - e por isso sabemos que em breve retomaremos este projeto - e estas poucas fotos que publico novamente aqui.

Elenco:

Marcia Aicram
Fernando Fintelmann
Marcela Jorge
Ritcheli Santana

Ficha Técnica:

Cenário: Reynaldo Barreto Lisboa
Cenotécnica: Lúcia Reis
Figurinos: Lúcia Reis
Prepararação Corporal: Ritcheli Santana
Produção: A Cia.
Texto e Direção: Reynaldo Barreto Lisboa

 Fernando Fintelmann e Marcia Aicram
 Marcia Aicram
 Ritcheli Santana e Fernando Fintelmann
 Fernando Fintelmann e Ritcheli Santana
 Ritcehli Santana e Marcela Jorge
 Marcia Aicram e Fernando Fintelmann
 Ritcheli Santana
Marcela Jorge

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Que Venha o Décimo!!!

Depois de 16 dias chegou ao fim, no ultimo dia 30, o IX Festival Nacional de Teatro de  Duque de Caxias. A exemplo da edição passada, tivemos a presença fantástica do público caxiense. Agradecemos a todos os participantes; grupos, público, equipe de apoio, e a todo CPTDC. Veja abaixo os espetáculos premiados nas categorias adulto e infantil:

Categoria Infantil:

  • Melhor Espetáculo - "Cabeça de Vento" - Pandorga Cia. de Teatro - Tijuca - RJ.
  • 2° Melhor Espetáculo - "Os Contadores" - Cia. Theatrum - Ramos - RJ
  • 3° Melhor Espetáculo - "História de Prelência" - 7 Phocus Cia. de Teatro - Santa Cruz - RJ
Categoria Adulto:

  • Melhor Espetáculo - "Pé na Curva" - Cia de  2 - S. José dos Campos - SP.
  • 2° Melhor Espetáculo - "Cordel do Amor Sem Fim" - A4 Cia de Teatro - Barra da Tijuca - RJ
  • 3° Melhor Espetáculo - "A Vida Como Ela Foi" - TOC Teatro Obsessivo Compulsivo - Juíz de Fora - MG
QUE VENHA O DÉCIMO!!!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

IX Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias começa hoje, 14/09.

Nets sexta, 14/09, começaremos a acompanhar as emoções do IX Festival de Teatro de Duque de Caxias.
Daremos boas vindas e nossos aplausos a trabalhos adultos e infantis vindos de Góias, Ceará, São Paulo, Minas Gerais, além dos trabalhos selecionados de várias cidades e bairros do nosso Estado. A seleção foi feita após a análise de mais de 80 trabalhos inscritos. A pesquisa dramaturgica foi o aspécto predominante dentre as propostas dos grupos. Influências do Absurdo de Samuel Beckett; do Realismo Fantástico de Lorca; do devaneio do Louco de Gógól; da Literatura de Graciliano Ramos e Saramago; dos Conovaccio da Commedia Dell'arte; homenagens a Nélson e sua trágica carioquice e os delírios do cavaleiro de Cervantes. Acrescente-se a este conteúdo um ingediente sempre presente e necessário; o regionalismo brasileiro. Além das experiências dramaturgicas, esperamos nos surpreender com algumas experimentações estéticas. Este é o perfil desta edição do Festival que já começa a contagem regressiva para a comemoração de seus 10 anos com a pretenção de se tornar internacional.
Consulte a programação em cptdc.org.br